terça-feira, 16 de julho de 2013

17/05/1986

        Nasci!
        Cresci saudável, hoje em dia há uma leve gastrite e a TPM que sempre aparece, mas no mais, o estado saudável prevalece.
        Minha fábula de vida começou cedo. Meus amigos imaginários eram uma turma, onde cada qual tinha uma outra versão de índole oposta, que sempre me enganava. Por vezes ia ao quintal para brincar com a Babalua, mas quem aparecia era sua versão malvada e eu chispava para dentro.
        O Circo de Pulgas apresentava seu espetáculo sempre no mesmo lugar, dentro do corrimão velho, na ruína de escada que sobrou da casa destruída para dar lugar à obra do Metrô. Eu sempre perdia a apresentação... Era muito pequena para alcançar a altura do corrimão, mas me deliciava com as estripulias das pulguinhas narradas pelo meu irmão e meu primo. Estes sim, assistiam dos melhores lugares.
        Aprendi cedo a ler, antes de entrar para a escolinha. Trocava palavras por doces na venda do seu Manuel e era muito bem sucedida neste negócio. Aos 4 anos escrevi meu primeiro (e até então único) livrinho "Contos da Ritinha", digitado e impresso por mim mesma com ajuda de meu tio. Uma pena que as cópias (não mais que 4 ou 5) se perderam, mas com fé e uma dose de sorte ainda recupero alguma pelo mundo.
        Boneca de pano, bichinho de pelúcia, balança, gira-gira, motoquinha do Batman, xuxar o salgadinho na areia do parque para ficar crocante, Bruxa Onilda, Playmobil, casinha de boneca, lego, parquinho de areia, churros,tênis vermelho, papel de carta, adesivos, joaninhas,  arroz rosa, cozinhar macarrão no sol.
        Parágrafo especial para citar a Alzira, minha boneca querida e feia. Nem sei quando a ganhei, mas ela faz parte de minhas memórias mais antigas. Ela também assistia o circo de pulgas. Me acompanhou por todos os lugares, cursou a escola comigo até a 3ªsérie, quando foi roubada. Grande perda. Inesquecível Alzira! Merece um post todo para ela, muita emoção para resumir em um único parágrafo.
        Cresci. Adolescentei. Perdi. Desenhei. Costurei. Aprendi. Conheci. E cá estou!
        E a fábula continua.
       

3 comentários:

  1. Ai, lembro com se fosse hoje de tudo isso, e agora me veio a mente, um dia estávamos brincando com o bambolê, você estava no quintal e eu na calçada, o muro tinha uns 4 metros acho, você jogava para mim e eu devolvia, qdo vc prendeu o bambolê na perna e caiu de cabeça do outro lado, fiquei em pânico, ainda tava passando uma mulher e disse pra mãe corre com ela para o médico......que desespero....graças à Deus que não aconteceu nada....acho que foi um estalo para você se tornar ainda mais criativa e mais adorável.....te amo muito....bjus

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  2. Ah Hermana!!! Lembranças são coisas de emoção da vida! São tantas boas! Ah, e os ensaios de dança com apresentação para a vizinhança no quintal?! hahaha Repertório variado, lambada, Patricía Marx, New Kids on the Block.... <3

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  3. Acho que isso que eu tô sentindo agora é o resumo do que eu sinto por você.
    Não consigo e nem preciso explicar.

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